domingo, 24 de abril de 2011

Não me deixe




Não me deixe,
É preciso esquecer,
tudo se pode esquecer
o que já ficou para trás .
Esquecer o tempo
dos mal-entendidos
E o tempo perdido
a querer saber como
esquecer essas horas,
Que às vezes matam,
A golpes de por quês,
o coração de felicidade.

Não me deixe,
Não me deixe,
Não me deixe,
Não me deixe.

Te oferecerei
Pérolas de chuva
vindas de países
onde não chove;
Escavarei a terra
até depois da morte,
para cobrir teu corpo
com ouro, com luzes.
Criarei um país
Onde o amor será Rei,
e o amor será a lei.
E você a rainha.

Não me deixe,
Não me deixe,
Não me deixe,
Não me deixe.

Não me deixe
Te Inventarei
Palavras absurdas
Que você compreenderá;
Te falarei
Daqueles amantes
Que viram de novo
Seus corações abraçados;
Te contarei
A história daquele rei,
Que morreu por não ter
Podido te conhecer.

Não me deixe,
Não me deixe,
Não me deixe,
Não me deixe.

Quantas vezes não se
reacendeu o fogo
Do antigo vulcão
Que julgávamos muito velho
Até parece que
As terras queimadas
Produzem mais trigo
Que a melhor primavera
E quando a tarde cai,
Para que o céu se inflame.
O vermelho e o negro
Não se misturam

Não me deixe,
Não me deixe,
Não me deixe,
Não me deixe,

Não me deixes.
Não vou mais chorar,
Não vou mais falar,
Escondo-me aqui
Para te ver
Dançar e sorrir,
Para te ouvir
Cantar e rir.
Deixe que eu me torne
a sombra da tua sombra,
A sombra da tua mão,
A sombra do teu cão.

Não me deixe,
Não me deixe,
Não me deixe,
Não me deixe.

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